quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Le coeur du POEMA

Si on voit les feuilles
On voit les poèmes

Les poèmes
sont comme les feuilles
qui tombent des arbres

Le vent les fait sauter et danser sur la terre 


Ensuite
les feuilles voyagent vers l’inconnu
Loin des arbres qui les gardaient

Elles voyagent
voyagent

Elles volent
volent

jusqu’à devenir une aile de papillon

Alors, les feuilles découvrent le monde

Elles sont comme moi
Lorsque je lis un poème...

MS


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Perdas


Perco as horas
Minutos...
Segundos...
Perco o tempo!
Sobram-me os retalhos
Tento colá-los,
mas sempre saem
desordenados
Então, recorto
e colo novamente
Recorto,
colo, cola,
recortar,
colar...
Não consigo apagar
as falhas
E perco o tempo
Segundos...
Minutos...
Perco as horas
Perco a vida...

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Un oiseau perdu

Sei que escrevo coisas sem sentido
Coisa com coisa
Mas é assim que me sinto
Não quero dizer que me sinto uma coisa
Não é isso
Digo que:

La dernière poésie

Quando meu amado se foi,
ele disse:
- Estou te deixando!
Então, fechei as portas
e disse adeus.
Levou-me os Beatles
e me deixou o Cazuza.
Me tranquei no banheiro
e chorei.
Vi uma face desconhecida no espelho...
Um olhar perdido
que estava ancorado
em um horizonte infinito.
Meu corpo pendeu para o abismo
e o vento transformou
minhas asas
em pó.
Cheguei a Geena
e conheci Ades.
Ele soltou os demônios
roubou meu trevo de quatro folhas
e despedaçou-me.
Então, me tornei palavras
e virei poesia.

La dernière poésie. In: Pró reitoria de extensão da Universidade Federal do Pará. (Org.). Antologia: poesias, crônicas e contos. 2ed.Belém: Universidade Federal do Pará, 2011, v. I, p. 44-45.
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